As linhas de alta velocidade entre Porto e Vigo e entre Lisboa e Porto vão ser adiadas por dois anos, disse ontem o ministro das Finanças na conferência de imprensa onde apresentou as principais linhas do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Embora esperada, a decisão originou já uma série de reacções na região, com o presidente da Associação Industrial do Minho a frisar que «Portugal precisa de uma novo canal ferroviário “como de pão para a boca”», enquanto o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho disse «esperar que este seja o último adiamento» e que aquela «infra-esturutura essencial» se torne uma realidade em 2015.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima, o socialista Rui Solheiro, considerou hoje preocupante o adiamento da construção da linha de comboio de alta velocidade entre Porto e Vigo, mas disse entender o interesse nacional da medida.

Para o presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo, Luís Ceia, o adiamento da linha Porto-Vigo significa um novo adiamento do Norte.