Os vários grupos culturais da Universidade do Minho são os protagonistas da tradicional “Récita do 1.º de Dezembro” que este ano regressa ao Theatro Circo na noite de 30 de Novembro (21h30).

Desenvolvida pela Associação Académica da Universidade do Minho com o objectivo de perpetuar a ancestral celebração da restauração da independência de Portugal e a aclamação do rei D. João IV, Duque de Bragança, a iniciativa, que é apresentada pelo Grupo de Jogralhos, conta ainda com as actuações do Coro Académico, do Grupo de Fados, da tuna feminina “TunO’bebes” e da tuna “Afonsina”.

Na segunda parte da récita sobem ao palco do Theatro Circo o grupo de percussão Bomboémia, a Azeituna, a Gatuna, a Augustuna e a Opum Dei - Ordem Profética da Universidade do Minho.

Com longa tradição em Braga, as celebrações da Restauração da Independência remontam a 1640, ano em que os estudantes jesuítas do Colégio de São Paulo iniciaram a tradição ao saírem à rua para aclamar o novo rei de Portugal.

Interrompida em 1759 com a expulsão dos jesuítas decretada pelo Marquês do Pombal, a actividade – que está geneticamente implantada nas tradições da Academia Bracarense – ressurge na primeira metade do século XIX com a fundação do Liceu D. Maria II, adquirindo, algumas décadas mais tarde, um carácter oficial.

Evocada através dos séculos em várias cidades, é, contudo, em Braga que a data é vivida com maior entusiasmo e persistência, tendo assumido formas variadas até à criação da Universidade do Minho e ao regresso das celebrações com carácter académico, estando mesmo na génese do também já tradicional “Enterro da Gata”.

O acesso à sala principal do Theatro Circo é gratuito, limitado apenas à lotação do espaço.