A Associação Florestal do Cávado promove no próximo sábado, dia 27 de Março, em Barcelos um debate subordinado ao tema “Floresta na Europa: Que futuro? Que decisões?”.
Com o objectivo de provocar uma discussão aberta e fundamentada sobre as preocupações das associações florestais e os caminhos para a salvaguarda de um recurso inestimável para a sustentabilidade do mundo actual, esta iniciativa conta com a intervenção de vários especialistas nesta área e a participação dos organismos regionais e nacionais ligados ao sector.
O eurodeputado José Manuel Fernandes, membro das comissões dos Orçamentos e do Ambiente no parlamento Europeu, marcará o encerramento do debate, que decorrerá das 14h00 às 18h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos. Entre os intervenientes no debate contam-se a Profª Drª Maria do Loreto Monteiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, e o Prof Dr Francisco Rego, do Centro de Ecologia Aplicada Baeta Neves.
Esta iniciativa tem como objectivo a apresentação de um Caderno Reivindicativo e a promoção da discussão de temas fulcrais como o PRODER, o Cadastro Florestal, a entrada em actividade das Centrais de Biomassa, entre outros assuntos pertinentes para a floresta portuguesa.
A Floresta Portuguesa tem o potencial de garantir a criação de emprego e de competitividade em zonas desfavorecidas, mas debate-se com:
- um PRODER pouco atractivo, quer pela burocracia envolvida, quer pelos apoios disponíveis, quer pelas limitações que impõe para o nosso minifúndio, quer pelo abandono das OPF’s;
- as anunciadas Centrais de Produção de Electricidade através de Biomassa, que iriam fixar empregos, promover a gesto florestal pela valorização de um recurso não explorado, que permanecem sem implementação na nossa região;
- uma problemática de incêndios florestais que se revê quase exclusivamente no combate, com uma quase inexistente prevenção a média/ grande escala, com os municípios a não apresentarem candidaturas para a execução de trabalhos de silvicultura preventiva, tal como a ausência de investimento nas propriedades do estado;
- a ausência de Cadastro Florestal, considerado historicamente como um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável e ordenado do território, continua sem regulamentação/ implementação a uma escala significativa. Constitui um passo decisivo para a introdução fidedigna de mecanismos de ordenamento do território, de esquemas de compensação fiscal, de base para a execução dos mosaicos previsto nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, de planeamento de defesa da floresta contra incêndios eficaz, pois a identificação dos proprietários é, logicamente, o primeiro passo para intervir no terreno;
- o funcionamento efectivo das Zonas de Intervenção Florestal, que ainda não reflecte certificação florestal à escala nacional, a promoção de novas plantações e projectos de Defesa da Floresta Contra Incêndios, a existência de mais-valias fiscais para os proprietários por exercerem uma gestão conjunta e por cumprirem Planos de Gestão Florestal, Planos de defesa da Floresta e Planos Específicos de Intervenção Florestal, e que não vê no PRODER um instrumento de financiamento à altura dos objectivos que visa alcançar. A possibilidade de obtenção de créditos de carbono, transaccionáveis no comércio de emissões, é um factor adicional.
Porque não podemos esperar passivamente pela destruição do nosso património e de uma das mais-valias com maior potencial para o crescimento e desenvolvimento sustentável do País, queremos assegurar uma análise científica fundamentada dos problemas, assim como um contributo eficaz para a concretização de políticas que invertam a actual situação de esquecimento e abandono das nossas Florestas.
Não é seguramente apenas quando começam os incêndios que podemos olhar e cuidar de um sector absolutamente fundamental para a economia dos meios rurais, para a coesão territorial do país, para o equilíbrio do meio ambiente, para a qualidade de vida das pessoas e para a sustentabilidade da actividade agro-pecuária.
Com o objectivo de provocar uma discussão aberta e fundamentada sobre as preocupações das associações florestais e os caminhos para a salvaguarda de um recurso inestimável para a sustentabilidade do mundo actual, esta iniciativa conta com a intervenção de vários especialistas nesta área e a participação dos organismos regionais e nacionais ligados ao sector.
O eurodeputado José Manuel Fernandes, membro das comissões dos Orçamentos e do Ambiente no parlamento Europeu, marcará o encerramento do debate, que decorrerá das 14h00 às 18h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos. Entre os intervenientes no debate contam-se a Profª Drª Maria do Loreto Monteiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, e o Prof Dr Francisco Rego, do Centro de Ecologia Aplicada Baeta Neves.
Esta iniciativa tem como objectivo a apresentação de um Caderno Reivindicativo e a promoção da discussão de temas fulcrais como o PRODER, o Cadastro Florestal, a entrada em actividade das Centrais de Biomassa, entre outros assuntos pertinentes para a floresta portuguesa.
A Floresta Portuguesa tem o potencial de garantir a criação de emprego e de competitividade em zonas desfavorecidas, mas debate-se com:
- um PRODER pouco atractivo, quer pela burocracia envolvida, quer pelos apoios disponíveis, quer pelas limitações que impõe para o nosso minifúndio, quer pelo abandono das OPF’s;
- as anunciadas Centrais de Produção de Electricidade através de Biomassa, que iriam fixar empregos, promover a gesto florestal pela valorização de um recurso não explorado, que permanecem sem implementação na nossa região;
- uma problemática de incêndios florestais que se revê quase exclusivamente no combate, com uma quase inexistente prevenção a média/ grande escala, com os municípios a não apresentarem candidaturas para a execução de trabalhos de silvicultura preventiva, tal como a ausência de investimento nas propriedades do estado;
- a ausência de Cadastro Florestal, considerado historicamente como um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável e ordenado do território, continua sem regulamentação/ implementação a uma escala significativa. Constitui um passo decisivo para a introdução fidedigna de mecanismos de ordenamento do território, de esquemas de compensação fiscal, de base para a execução dos mosaicos previsto nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, de planeamento de defesa da floresta contra incêndios eficaz, pois a identificação dos proprietários é, logicamente, o primeiro passo para intervir no terreno;
- o funcionamento efectivo das Zonas de Intervenção Florestal, que ainda não reflecte certificação florestal à escala nacional, a promoção de novas plantações e projectos de Defesa da Floresta Contra Incêndios, a existência de mais-valias fiscais para os proprietários por exercerem uma gestão conjunta e por cumprirem Planos de Gestão Florestal, Planos de defesa da Floresta e Planos Específicos de Intervenção Florestal, e que não vê no PRODER um instrumento de financiamento à altura dos objectivos que visa alcançar. A possibilidade de obtenção de créditos de carbono, transaccionáveis no comércio de emissões, é um factor adicional.
Porque não podemos esperar passivamente pela destruição do nosso património e de uma das mais-valias com maior potencial para o crescimento e desenvolvimento sustentável do País, queremos assegurar uma análise científica fundamentada dos problemas, assim como um contributo eficaz para a concretização de políticas que invertam a actual situação de esquecimento e abandono das nossas Florestas.
Não é seguramente apenas quando começam os incêndios que podemos olhar e cuidar de um sector absolutamente fundamental para a economia dos meios rurais, para a coesão territorial do país, para o equilíbrio do meio ambiente, para a qualidade de vida das pessoas e para a sustentabilidade da actividade agro-pecuária.








